terça-feira, 2 de julho de 2019
DESESPERO E DOR Família denuncia Hospam por negligência e morte de gestante de 32 anos e seu bebê em ST Manu Silva Manu Silva Postado em 2 de julho de 2019 Atualizado em 2 de julho de 2019 2 comentários em Família denuncia Hospam por negligência e morte de gestante de 32 anos e seu bebê em ST
Publicado às 18h20 desta terça-feira (2)
A família de Elenilde Gomes de Sá Nogueira, moradora do bairro Vila Bela, de 32 anos, está revoltada e sofrendo a morte precoce da serra-talhadense, que estava nas últimas semanas de uma gravidez de alto risco.
Elenilde estava na condição de ostomizada e no oitavo mês de gravidez quando foi internada no Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), no último dia 15 de maio. A família alega que a gestante deveria ter sido encaminha para Recife com urgência, sendo vítima da negligência do hospital.
A tia de Elenilde, Maria Lúcia da Cruz, de 53 anos, acompanhou de perto o drama da grávida. Em entrevista ao Farol de Notícias ela deu detalhes do caso. Segundo Maria Lúcia, Elenilde passou seis dias internada em Serra Talhada e somente após a família custear uma ultrassom descobriu-se que o bebê estava morto em sua barriga há cinco dias.
“Minha sobrinha era ostomizada, por isso a gravidez era de alto risco. Sempre que sentia algo tinha que ir ao Hospam para eles darem um encaminhamento para ela ir para Recife, foi a ordem do médico. Nas duas primeiras vezes ela se sentiu mal, sangrou e levaram ela para Recife. Mas na terceira vez disseram que ela estava indo só passear em Recife, internaram ela aqui mesmo no dia 15 e ela sentindo dor, gritando e as enfermeiras pedindo para eu fazer ela parar de gritar que estava chamando atenção do hospital. Agora a barriga dela só ficando dura e eles dando Buscopam a ela. A gente pedia para fazer ultrassom e eles dizendo que a máquina estava quebrada, pedia para liberarem para ela fazer particular e diziam que não tinha ambulância”, relatou.
ANGÚSTIA DA FAMÍLIA
Maria Lúcia também descreveu a angústia da família após o falecimento da gestante. Segundo ela, o marido de Elenilde, de 28 anos, não consegue trabalhar e cuidar do seu outro filho de 1 ano e 9 meses desde o ocorrido, pois desenvolveu uma depressão pela perda da esposa e seu bebê. A família clama ao Hospam mais cuidado, profissionalismo e responsabilidade com seus pacientes.
“A irmã dela pegou ela, levou no carro dela e fez o exame. Lá o médico disse que o menino tava morto há cinco dias que precisava de uma cesárea. Os médicos daqui disseram que não tinha como fazer a cirurgia porque não tinha anestesia no hospital. Levaram correndo para Recife no dia 21, quando foi dia 23 ela se operou e por ser ostomizada já perdeu mais uma parte do intestino, o útero e os ovários, tava tudo podre. Entrou em coma, teve uma infecção generalizada e morreu dia 26 de maio. Deixou um filho de 1 ano e nove meses aí sem mãe, o marido que é servente de pedreiro tá numa depressão. A família só quer que o hospital não deixe isso acontecer com mais ninguém, por negligência foram duas vidas. As pessoas são tratadas como cachorro e isso não é certo. Eles precisam ter atenção com os pacientes”, exigiu Maria Lúcia.
O OUTRO LADO
A reportagem do Farol entrou em contato com o Hospam, através do diretor geral João Antônio Magalhães, para ouvir a versão do hospital sobre o ocorrido.
Por meio de nota, o gestor afirmou que os fatos estão sendo investigados pelos setores administrativos da instituição.
O Hospam também disponibilizará a família o prontuário da paciente para avaliação externa.
“A Direção Geral e Direção Clínica estão cientes do caso, inclusive da denúncia feita pela família e estamos apurando os fatos para tomar medidas cabíveis, caso seja constatada a falha. Já iremos fornecer a família cópia do prontuário, conforme solicitado”, informou João Antônio.
Cotidiano Manchete Página Inicial Serra Talhada
Navegação de Post
Post anterior← Secretário diz que Sérgio Magalhães é uma ‘obra de arte’
2 comentários em Família denuncia Hospam por negligência e morte de gestante de 32 anos e seu bebê em ST
Kdu— 2 de julho de 2019
Meu Deus isso é um absurdo! Mas realmente é assim mesmo . Já presenciei varias vezes maus tratos no hospam de Serra Talhada. Quem não tiver condições morre a míngua mesmo no hospam .
Responder
MARIA— 2 de julho de 2019
Absurdo!!! Revoltante!!! Como que um hospital do "porte" do Hospam não tem uma uma injeção para anestesia para atender casos específicos como desta mulher? Ou você tem dinheiro ou pode esperar o pior?
Responder
Deixe uma resposta
O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *
Comentário
Nome *
E-mail *
Site
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário